domingo, 29 de março de 2015

Governo quer incentivar trabalho parcial sem perda de rendimentos

O Governo vai aprovar em breve uma medida que permite aos pais que terminarem a licença de parentalidade trabalhar a tempo parcial sem perderem a totalidade do seu rendimento.


"A nossa preocupação é garantir que os jovens pais e, acima de tudo, as jovens mães possam, durante mais algum tempo, quando acaba o seu período de licença de maternidade [e paternidade] poderem acompanhar os seus filhos sem perderem a totalidade do seu rendimento e isso implica uma partilha, isto é, passarem a trabalhar a tempo parcial podendo encontrar um financiamento através de fundos nacionais e comunitários de forma a que as pessoas não percam a totalidade do seu rendimento", afirmou o ministro da Solidariedade, Emprego e Segurança Social.

Falando aos jornalistas à margem de um almoço-debate subordinado ao tema "Novo Ciclo: Crescimento Económico e seus Reflexos no Tecido Social", que decorreu em Lisboa, o ministro escusou-se a avançar mais detalhes sobre esta medida, mas disse estar "muito empenhado para que, a muito breve trecho, possam abrir candidaturas [a esta medida]".
Em simultâneo, o executivo pretende criar uma segunda medida, mas destinada às empresas, que estimule a contratação de desempregados que possam substituir os trabalhadores que optarem por prolongar a licença de maternidade e prefiram trabalhar a tempo parcial.
"Ao mesmo tempo, queremos ter uma segunda medida que ajude também as próprias empresas a poderem contratar também nesse tempo parcial alguma pessoa, um desempregado, para que a própria empresa não se ressinta do ponto de vista da sua produtividade, da sua competitividade", explicou Mota Soares.
E sintetizou: "Temos duas medidas, uma de apoio à empresa criando essa oportunidade de trabalho que é libertada por um trabalhador ou por uma trabalhadora e, ao mesmo tempo, conseguir ter um apoio à própria trabalhadora para não perder a totalidade do seu rendimento".

Quanto ao montante que será disponibilizado pela tutela no âmbito destas medidas, Mota Soares remeteu para breve, sublinhando que o financiamento será "nacional e comunitário", e está inscrito no Programa Operacional Emprego e Inserção.

Data: 25/03/2015


Comentário: A presente notícia dá-nos a conhecer medidas que, na minha opinião, tudo têm a ver com o aumento da motivação dos funcionários da empresa. Motivação esta que é ganha pelos pais pois, para além de conseguirem estar mais tempo com os seus filhos, têm a oportunidade de não perder o seu rendimento na totalidade.
Mota Soares, com estas medidas, transmite-nos a ideia de que sabe que o ingrediente secreto das organizações são as pessoas. E as pessoas são como as flores: precisam de ser regadas e cuidadas para não murcharem. Ao implementarem-se estas medidas, os funcionários ganham mais ânimo para o trabalho e a eficácia organizacional aumenta.
Com isto, Mota Soares transmite também a ideia de que acredita nas pessoas, pois quer contratar uma outra pessoa desempregada no tempo parcial que o outro trabalhador não está presente e confia nesta iniciativa.
Com a ajuda e cooperação entre todos, isto visa uma melhor gestão de pessoas e uma boa organização da empresa.

segunda-feira, 9 de março de 2015

Empresários portugueses no mundo

Casos de sucesso na "Inovação, Tradição e Liderança", foi o que se pretendeu demonstrar no segundo painel da conferência DN, a decorrer hoje no Hotel Tivoli, em Lisboa. Empresários dos mais diversos sectores contaram como se tornaram conhecidos além fronteiras, como reinventaram produtos renascidos de negócios de famílias e como trilham o caminho da internacionalização.

No sector têxtil, o empresário que dá a cara pela "Salsa", Renato Homem, garantiu que o sucesso da marca - presente em mais de 35 países - se deve à diferença de qualquer produto da concorrência.
Sandra Correia contou como a empresa "Pelcor" nasceu de um chapéu de chuva, a primeira peça que concebeu a partir dos restos de cortiça da fábrica do pai, que produz rolhas para garrafas de champagne. Hoje prepara-se para conquistar o mundo e quer ser a principal empresa exportadora de acessórios de Moda Made in Portugal. A ambição valeu-lhe uma salva de palmas.
Na área do turismo, Mário Ferreira, da DouroAzul, anunciou a aquisição der mais dois navios com o objectivo de aumentar as exportações e dar resposta à procura. Com um modelo de turismo assente na paisagem, na cultura, na gastronomia e na tradição, o empresário mostrou que a aposta neste nicho foi acertada. A demonstrar isso mesmo, salientou o facto de a revista National Geographic ter destacado um dos pacotes turísticos que oferece pelo facto de ser o único a ligar cinco locais distinguidos pela UNESCO como Património da Humanidade: Porto, Guimarães, Alto Douro Vinhateiro, Parque Arqueológico do Vale do Coa e Salamanca. 76% dos clientes são estrangeiros.
Inovação e Tecnologia têm como exemplos de sucesso em Portugal a Critical Software e a Ydreams. De Coimbra, a Critical Software é especializada em desenvolver sistemas informáticos "que não falham". Já exporta 80% do que produz. Mas o seu novo CEO, Marco Costa, tem uma preocupação: "Exportar, exportar, exportar, explorando o eixo da portugalidade".
Na apresentação de casos de sucesso da economia nacional, António Câmara revelou o exemplo da sua Ydreams, uma empresa que está sempre na vanguarda tecnológica... e sonha "criar algo que faça esquecer o iPhone ou o iPad". O CEO da Ydreams contou a história de uma empresa cada vez mais global, que já fez mais de 600 projetos em 25 países e dá cartas nas áreas de realidade aumentada (jogos e vídeos), robótica e ecrãs (que poderão modificar todo o conceito actual de impressão).
E falar no que Portugal tem de bom é falar de vinho. Leonor Freitas referiu na Conferência DN que a Casa Ermelinda Freitas está a empregar operários das fábricas de Setúbal e arredores, que estão em dificuldades. "As pessoas estão a voltar ao mundo rural e estamos a colaborar para a diminuição do desemprego". A mulher que revolucionou o vinho na Península de Setúbal, onde antes era apenas vendido a granel sem preocupação pela marca, revela um segredo: "Para ter sucesso é necessário basearmos toda a nossa estratégia na adaptação às mudanças do mercado".


quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

RTP afasta cenário de despedimento coletivo na empresa

O novo presidente do Conselho de Administração da RTP, Gonçalo Reis, garantiu, esta quarta-feira, no Parlamento que não tem intenção de avançar com um despedimento coletivo na empresa.





Questionado pelos deputados sobre um cenário de despedimento coletivo, Gonçalo Reis foi perentório:"Sou muito franco, já tive em processos de redução de pessoas, nunca vi na RTP processos de despedimento coletivo, não sei como se fazem, nem tenho vontade nenhuma de aprender".

E acrescentou: "Não é nossa intenção proceder" a um despedimento coletivo da empresa.
A nova administração da RTP, composta por Gonçalo Reis (presidente), Nuno Artur Silva (vogal) e Cristina Vaz Tomé (vogal com pelouro financeiro), está a ser ouvida na comissão parlamentar para a Ética, a Cidadania e a Comunicação, depois da audição do presidente do Conselho Geral Independente, António Feijó.
Gonçalo Reis afirmou, contudo, que a equipa que lidera vai "ter de encontrar maneiras de dotar a RTP dos recursos adequados", referindo que "há algumas [áreas] que podem estar sobredimensionadas e outras subdimensionadas"
"Às vezes é preciso deixar sair alguma quantidade para que entre e se reforce a qualidade" de pessoas, acrescentou, apontando que a RTP "está fragilizada em algumas áreas".
Sobre as áreas que considera mais fragilizadas, Gonçalo Reis referiu "conteúdos e produção", nas quais "houve gente com muita qualidade que saiu" e "isso tem de ser tratado".

Também nas áreas das novas plataformas poderá ser necessário "alimentar com sangue novo", mas isso é algo que a nova administração ainda vai analisar, já que está em processo de "passagem de pasta" com o CA cessante.
"Não vamos usar o fantasma dos despedimentos coletivos, queremos retirar o espetro do despedimento coletivo a bem da organização, por aí não vamos", reiterou Gonçalo Reis.
"Somos gestores da empresa, temos de estar atentos ao tema da qualidade. Podem sair 10 pessoas, por hipótese, e causar pouco impacto e depois saem duas pessoas e causam muito impacto", exemplificou.
O novo presidente disse ainda que este é um tema que tem de ser gerido com cuidado e lembrou que, se houver a oportunidade de reduzir alguns custos, a administração irá estudá-los.
"Queremos abandonar a tendência de reduzir na grelha e nos conteúdos", porque isso afeta o "caráter e identidade" da empresa.

Gonçalo Reis disse que, em termos de custos de pessoal, o que faz sentido é "ter uma tónica de redução de serviços de menor valor acrescentado" e com menor impacto "nos serviços de qualificação".
Em relação aos serviços subcontratados ('outsourcing'), Gonçalo Reis disse não ter "muita simpatia" com esta solução em "funções estratégicas da empresa".
O 'outsourcing' "custa-me menos para serviços administrativos, de baixo valor acrescentado", se isso permitir ganhar economias, acrescentou.

Data: 04/02/2015

Fonte: http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Media/interior.aspx?content_id=4381227

Comentário: O assunto principal desta notícia são as pessoas e o impacto que estas têm dentro de uma empresa.
Gonçalo Reis, nesta mesma notícia, frisou a importância das pessoas numa organização. Deu para entender que este as trata como elementos básicos para daí resultar a eficácia organizacional. Gonçalo apela também a uma "revisão" à gerência da empresa pois, tal como este afirmou, "existem algumas [áreas] que podem estar sobredimensionadas e outras subdimensionadas".
A meu ver, o primeiro passo para que as pessoas se integrem e interajam umas com as outras, é estas serem tratadas de igual forma, de maneira a que se sintam seguras. Se isto acontecer, os trabalhadores ficam mais motivados, trabalham melhor, organizam mais eficientemente o seu tempo e isto poderá fazer com que os despedimentos não sejam necessários, pois todos cooperam favoravelmente para a organização.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

72% trocam salário por mais competências

O salário não é tudo para os profissionais e entre os portugueses há quem esteja disposto a sacrificar um aumento salarial pela possibilidade de adquirir novas competências profissionais.
O acesso a formação e a novas competências é, para um número crescente de profissionais portugueses, mais importante do que um aumento salarial. A conclusão resulta da análise dos dados do último Kelly Global Workforce Index, realizado pela consultora de recursos humanos Kelly Services, que revela que “muitos profissionais parecem estar dispostos a abdicar de salários mais elevados e da oportunidade de ascensão na carreira face à oportunidade de adquirir novas competências, melhorar o equilíbrio entre a vida pessoal e a profissional e até a hipótese de realizarem funções com um compromisso social”.

Segundo o estudo, na Europa mais de metade dos profissionais (57%) afirmam estar dispostos a sacrificar melhorias salariais ou a progressão na carreira pela oportunidade de aprender novas competência. Uma percentagem que é largamente superada pelos profissionais portugueses. No contexto nacional de trabalho, 72% dos profissionais dão prioridade à aquisição de competências sobre os aumentos salariais. O país é, entre os europeus, aquele que regista um índice mais elevado nesta questão.
Para as organizações que ainda estão convictas de que um bom salário retém trabalhadores, Afonso Carvalho relembra: “apesar do salário constituir ainda um importante elemento no recrutamento e retenção de profissionais, estes valorizam de forma clara o seu crescimento em termos profissionais e  a relação desta vertente com o seu tempo e relações pessoais”.O Kelly Global Workforce Índex é realizado anualmente e analisa o emprego e o ambiente de trabalho nos vários países onde a consultora opera, entre as quais se inclui Portugal. Na edição deste ano participaram 13 mil profissionais portugueses, num total de 230 mil profissionais de 31 países. 


Melhorar o equilíbrio entre a profissão e a vida familiar é outra das prioridades dos profissionais, a par com o desenvolvimento de atividades de carácter social. Em ambos os casos, Portugal volta a destacar-se figurando qualquer um destes aspectos como prioritários para um número significativo de portugueses, quando comparados com profissionais de outros países europeus. Para Afonso Carvalho, diretor geral da Kelly Services, os resultados do estudo global realizado pela consultora deixam claro que “as organizações mais atrativas são as que oferecem mais do que salários e benefícios competitivos” aos seus profissionais. O diretor elenca a preferência dos profissionais por empresas que “oferecem a oportunidade de desenvolver competências e evolução do profissional no desempenho das suas funções”.

Publicado por: Ana Sofia Morais

Conheça os sectores que estão a contratar e a pagar melhor


Indústria, TI e Turismo e Lazer serão sectores activos a contratar em 2015. Retalho e grande distribuição, contabilidade e finanças, e farmacêuticas estão a recuperar. Marketing e vendas ganham impulso. Já a banca ainda está a fazer a travessia no deserto.
O mercado das contratações vai animar a indústria nacional em 2015, uma vez que o aumento das exportações deverá continuar a alavancar a área produtiva, assim como o negócio das empresas de logística e transitários. Haverá muita procura por responsáveis de produção, de melhoria contínua, engenheiros especializados nas áreas de mecânica e electrónica bem como comerciais de logística/transitários. A conclusão é do Guia Laboral 2015 da Hays, que faz um retrato das perspectivas de contratações e salariais para este ano por sectores.
É precisamente no sector industrial que é atingido o salário de topo mais elevado no retrato das perspectivas salariais para 2015 da Hays: um director-geral pode chegar aos 112 mil euros (brutos anuais) no Porto e 110 mil euros em Lisboa (ver infografia, em cima).
Exemplo do que se passa neste sector, a Sonae Indústria está apostada num reforço da sua eficiência produtiva e melhoria na inovação, em 2015, e vai continuar a promover ou contratar, "novos colaboradores especializados e qualificados", segundo fonte oficial da empresa de Belmiro de Azevedo.
Em situação menos positiva, acrescenta o estudo, "estão todas as engenharias que, pela sua falta de plasticidade ou por características inerentes ao mercado português, não se enquadram nas necessidades das empresas que estão a gerar emprego. É o caso dos engenheiros do ambiente, engenheiros civis e arquitectos, que há vários anos enfrentam uma escassez crónica de oportunidades de carreira em Portugal".
Uma área que está em recuperação nas empresas portuguesas é a de contabilidade e finanças, segundo a Hays, devido à necessidade, que se mantém, de contenção de custos e recuperação de crédito, impulsionando novas contratações. Um CFO experiente chega aos 75 mil euros.
Por outro lado, a dinâmica do mercado de contratações está a acelerar a profissionalização da área dos recursos humanos em muitas empresas. Um director desta área chega ao 70 mil euros.
Departamentos comerciais voltam a crescer
"As equipas de marketing voltaram finalmente a crescer, especializando-se e regressando a números mais próximos dos anos que antecederam o período de instabilidade económica", sublinha o estudo. Os perfis mais procurados são os relacionados com exportação e com o digital, como gestor de exportações, mas também gestor de conta, marketeer, responsável de marketing digital, gestor de marca e gestor de produto. Um director de marketing e comunicação pode chegar aos 90 mil euros de salário anual. No entanto, a oferta salarial deverá manter-se.
No retalho e grande distribuição a recuperação de indicadores como o consumo privado levou à abertura de novos espaços comerciais e ao alargamento da rede de lojas de algumas marcas. Os perfis mais solicitados são gerente de loja, supervisor de loja, chefe de secção, comprador de moda, designer de moda, gestor de loja online e gerente de media. Um gestor de retalho pode chegar aos 42 mil euros em Lisboa.
Já na banca e seguros, a recuperação ainda não chegou. A banca de retalho "continua a passar por uma situação pouco estável, enfrentando até alguns processos de redução de pessoal, o que limita bastante a possibilidade de novas contratações", diz a Hays. Salva-se o 'private banking', onde um director atinge os 90 mil euros de salário em Lisboa.
Também a indústria farmacêutica está ainda a recuperar o dinamismo, depois das reestruturações. Um director de marketing chegar aos 87 mil euros, embora na medicina um director consiga chegar aos 110 mil.
TI e turismo e lazer atravessam bom momento
No turismo e lazer a abertura de novos 'boutique hotels' em Lisboa, o crescimento da área de imobiliário para o mercado estrangeiro e o aumento das rotas 'low cost' a voar para Lisboa deverão potenciar ainda mais a procura por chefes de cozinha, 'sommeliers', chefes de sala, maitres e comerciais para imobiliário e hotéis de 5 estrelas, conclui a Hays. Um director de hotel chega aos 63 mil euros. No Grupo Pestana, a procura será sobretudo por "competências de liderança", afirma o director de recursos humanos, Jaime Morais Sarmento.
Nas TI "mais do que nunca, é necessário que as empresas ajustem a sua oferta salarial e pacotes de beneícios às expectativas destes profissionais, que estão cada vez mais conscientes do seu valor negocial no mercado europeu e mundial", adverte a Hays. Um gestor de unidade de negócio nesta área chega aos 75 mil euros.

Publicado por: Adriana Carneiro

Link: http://economico.sapo.pt/noticias/conheca-os-sectores-que-estao-a-contratar-e-a-pagar-melhor_212143.html