segunda-feira, 20 de abril de 2015

Têxtil que nasceu para "encher pneus" consegue lucro de 7,4 milhões de euros:


"Uma fábrica especializada em têxteis técnicos para pneus, que nasceu em 1950 em Famalicão para "alimentar" a alemã Continental Mabor, teve em 2014 o seu melhor resultado de sempre, com lucros de 7,4 milhões de euros, foi hoje revelado.
A fábrica foi hoje visitada pelo presidente da câmara de Famalicão, Paulo Cunha, no âmbito do roteiro traçado para divulgar e promover os exemplos de empreendedorismo e de resiliência no concelho.
Segundo Eduardo Diniz, administrador da Continental - Indústria Têxtil do Ave, a fábrica alcançou em 2014 um volume de vendas de 76,1 milhões de euros, número que este ano espera possa atingir os 85 milhões.
Para o efeito, tem em curso um investimento superior a 4,5 milhões de euros, essencialmente na modernização do parque de máquinas, que permitirá aumentar a produção em cerca de 15 por cento.
A empresa nasceu em 1950 em Lousado, Famalicão, para produzir os tecidos em tela para a produção de pneus da Continental Mabor, que funciona ao lado, desde a mesma data.
Entretanto, começou também a produzir cabos para os pneus e tecidos para o interior de automóveis, como assentos, painéis, tabliers e portas.
Hoje, a Continental -- ITA posiciona-se já como um centro de pesquisa e desenvolvimento de têxteis do futuro para o grupo alemão Continental. 
No centro de prototipagem da empresa trabalham em permanência em investigação alunos de mestrado das universidades do Porto e do Minho. 
"Os pneus de hoje e os do futuro passam por Famalicão. Somos a excelência têxtil da Continental e estamos preparados para desenvolver a qualquer momento os tecidos de que o grupo venha a precisar", sublinhou Eduardo Diniz.
A fábrica foi hoje visitada pelo presidente da câmara de Famalicão, Paulo Cunha, no âmbito do roteiro traçado para divulgar e promover os exemplos de empreendedorismo e de resiliência no concelho.
Para o autarca, aquela empresa é um exemplo de como é possível chegar mais longe, apesar da crise. "Em 2008, apesar da crise, cresceu. E hoje produz, exporta e emprega cada vez mais", sublinhou Paulo Cunha.
A fábrica emprega cerca de 200 trabalhadores."
Fonte:
13/04/2015

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Inteligência Competitiva em debate na NOVA

A vantagem que a Inteligência Competitiva traz às empresas é o mote de um encontro, esta quinta-feira às 18.30 horas, na NOVA Information Management School, em Lisboa.

Num mundo empresarial volátil, incerto, complexo e ambíguo (VUCA), a organização Strategic and Competitive Intelligence Professionals - SCIP pretende mostrar um novo caminho para chegar ao topo da gestão: a Inteligência Competitiva.

"O mundo evoluiu e com ele a forma de chegar ao topo de uma empresa, não basta ser um bom profissional nas áreas tradicionais, é preciso acompanhar o ritmo e gerir a incerteza do ambiente competitivo. O mundo VUCA é o problema, e a 'Competitive Intelligence' a solução", defende Luís Madureira, presidente da SCIP Portugal Chapter e orador, esta quinta-feira, no encontro sobre Inteligência Competitiva, na NOVA Information Management School, em Lisboa.

A capacidade única que distingue estes profissionais é "saber ler o futuro dos mercados" e estar "um passo à frente do acontecimento" para "concorrer num mercado cada vez em mais rápida e constante mutação", defende.

Luís Madureira, que é também é o 'Global Competitive Intelligence Practice Lead' da agência de consultoria OgilvyRED, ajuda grandes empresas mundiais a entender este novo mundo, segundo o comunicado sobre o evento, agendado para as 18.30 horas.

O SCIP conta ainda na sua direção com José Manuel Diogo (vice presidente), escritor e especialista em 'Media Intelligence', João Barreto, perito em Cibersegurança e Sistemas de Informação, Manuel Horta e Melo, jurista especialista em 'Legal Intelligence' e Carlos Rodrigues, Tenente Coronel da Força Aérea na reserva e especialista em 'Country Analisys' e 'Scenario Planning'.

Data: 16/04/2015

Fonte: http://www.jn.pt/PaginaInicial/Economia/interior.aspx?content_id=4513908

Comentário: A informação contida nesta notícia remete-nos para a importância da competição dentro de uma empresa/organização. Todos nós podemos tirar uma Licenciatura e até um Mestrado e sermos bons naquilo que fazemos, mas se não sairmos da nossa zona de conforto e não arriscarmos, não saberemos realmente o que é o mercado de trabalho.
Nós, pessoas, devemos ser responsáveis, assíduas e competentes no nosso trabalho, mas o conceito "competição" deverá estar contido também no nosso vocabulário. Com isto quero dizer que a competição não está sempre relacionada, necessariamente, a ser-se melhor do que o outro, mas sim a querer saber mais, querer conhecer mais, querer descobrir como se pode melhorar os pontos fracos e como aproveitar os pontos fortes. É preciso também estar a par das últimas notícias e novidades, saber como se encontra o mercado e como se pode apostar nele, a fim de melhorar o sucesso da empresa.
No fundo, isto vem-nos a mostrar, mais uma vez, que o elemento fundamental de uma organização são as pessoas e que, por vezes, é preciso "puxar" por elas para que descubram o que de melhor têm e o que de melhor podem oferecer para alcançar o seu próprio sucesso.

DO TURISMO À ''ECONOMIA VERDE''. HAVERÁ MILHÕES DE OPORTUNIDADES DE EMPREGO NA PRÓXIMA DÉCADA

2014-12-02, Fonte: Observador



    Turismo, tecnologias de informação e comunicação, “economia verde” são algumas das áreas onde mais oportunidades de trabalho e novas profissões poderão surgir na próxima década. Apesar disso, o crescimento estimado do emprego em Portugal será “modesto”, aponta Ana Cláudia Valente no estudo “Novos mercados de trabalho e profissões” que será formalmente apresentado terça-feira, dia 2 de dezembro, no encontro “Empregabilidade e Ensino Superior”. Este encontro está enquadrado na Missão 1º Emprego e no âmbito do Consórcio Maior Empregabilidade de Ensino Superior, que reuniu 13 instituições de Ensino Superior.
    No caso do turismo, as estimativas no horizonte 2025 apontam para a criação de 57 mil novos postos de trabalho, um acréscimo de 19,6%, que corresponde a quase 10 vezes o crescimento previsto para o emprego em Portugal em termos globais nesta década que se segue. Há nomeadamente um forte potencial de crescimento ligado ao turismo sustentável, ao turismo social, ao turismo acessível e ao turismo sénior, “que abrem novas possibilidades para a geração de emprego qualificado, novas profissões e experiências de empreendedorismo”, destaca Ana Cláudia Valente, investigadora do Centro de Estudos dos Povos e Culturas de Expressão Portuguesa, da Universidade Católica Portuguesa.

     Também ao nível da “economia verde” se prevê que surjam várias oportunidades, que vão além das eco-indústrias.

    “A convergência das tecnologias energéticas e das tecnologias de informação e comunicação é hoje um campo com inúmeras possibilidades de exploração”, refere a investigadora no estudo.
   Várias possibilidades de exploração, novas perspetivas de negócio e novas profissões poderão também surgir nas áreas das tecnologias de informação e comunicação, graças ao rápido avanço das tecnologias. O mesmo acontecerá em relação à indústria e aos serviços às empresas. E Ana Valente salienta a importância de se ter qualificações superiores.
  De acordo com o CEDEFOP (European Center for the Development of Vocational Training) surgirão até 2025 2,4 milhões de oportunidade de emprego, e mais de metade dessas (1,4 milhões) exigirão médias e altas qualificações, sendo que uma em cada quatro exigirá mesmo qualificações de nível superior. Contudo, as projeções apontam para a criação de apenas 100 mil novos empregos, um número que não chega nem a um quarto do total de empregos perdidos em Portugal entre 2008 e 2013, frisa a investigadora.
     Empregadores procuram outras competências para além da preparação técnica
Ana Valente salienta ainda, no estudo que é apresentado formalmente esta terça-feira, que os empregadores procuram cada vez mais nos jovens com canudo um “mix de competências” que vão muito além das competências técnicas e científicas.
“Para mais de 60% dos empregadores na Europa a capacidade para trabalhar em equipa, o conhecimento específico do setor bem como a capacidade de comunicação, a literacia digital e a adaptação a novas situações fazem parte desse mix”, lê-se no estudo. Há ainda características muito valorizadas como a proficiência em inglês, a forte orientação para o cliente, as competências comerciais e de empreendedorismo e a capacidade para trabalhar em equipas multidisciplinares. Mas nem sempre os jovens recém-licenciados reúnem essas características.
     “Um em cada cinco empregadores em Portugal identificou a falta de candidatos com as competências adequadas como a principal razão para a dificuldade de preencher as vagas disponíveis”, refere o estudo.
     A investigadora acrescenta porém que essa não é a única explicação para o facto de ficarem vagas por preencher no mercado de trabalho. A incapacidade para oferecer salários competitivos, no início da carreira, é um grande obstáculo à atração dos diplomados, um entrave assumido por 55% dos empregadores.
     Neste estudo, Ana Valente frisa ainda a importância das instituições de ensino superior adaptarem os seus currículos e ajustarem os fluxos da oferta, bem como atrair os jovens para formações com elevada procura e potencial falta de mão-de-obra.

http://www.portal-direito-do-trabalho.pt/do-turismo-economia-verde-havera-milh-es-de-oportunidades-de-emprego-na-proxima-decada-uniqueidjXNs7lB4Pu0RsYdWdUuUTlSV5Gj9sX6S/

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Inspetores do Trabalho acusam direção de "má gestão de recursos humanos"

A Comissão de Trabalhadores da Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) acusou hoje a atual direção de "má gestão dos recursos humanos" e de tomar decisões unilaterais que põem em risco e fragilizam a fiscalização do trabalho.

"A Autoridade para as Condições do Trabalho está a um passo de se tornar completamente inoperante e a dificuldade em responder às solicitações no terreno é já uma realidade", revela a comissão de trabalhadores em comunicado hoje divulgado.
Os inspetores acusam a atual direção de "má gestão de recursos humanos" após uma "decisão unilateral e inexplicável" em que lhes foi imposto que "passem a tramitar os processos de contraordenação laboral", ou seja, a realizarem aquela que é uma fase "posterior ao levantamento do auto de notícia, no decurso da qual a empresa autuada exerce o seu direito de defesa".
"Os inspetores que, perante o elevado volume de trabalho aliado à falta de meios, desenvolvem o seu trabalho com enormes dificuldades, encontram-se verdadeiramente escravizados com este acréscimo funcional", assinala a CT.
Inspetores do Trabalho acusam direção de má gestão de recursos humanos
Os trabalhadores lembram que até à decisão aquela fase processual "era, exclusivamente, assegurada por técnicos superiores com formação adequada a tais funções e que, neste momento, se veem esvaziados de funções".
Perante a nova função, os inspetores do trabalho alertam que "os reflexos não tardarão a sentir-se" e que "as inspeções diminuirão significativamente e o tempo de resposta aos pedidos dos utentes aumentará exponencialmente".
"Há que realçar que a maioria desses utentes, são trabalhadores, económica e juridicamente desprotegidos, com parcos recursos e, quantas vezes, psicologicamente debilitados, e que neste contexto poderão deixar de poder contar com o apoio deste Serviço Público", acrescentam.
Realçam ainda que os próprios empregadores "vão ver o seu direito de defesa prejudicado" uma vez que "agora, o autuante é, também, o julgador/decisor, o que compromete, irremediavelmente, a isenção na tomada das decisões".
Garantindo que "os Inspetores do Trabalho querem continuar a ajudar em tempo útil, e de forma eficaz, todos aqueles que os procuram", a Comissão de Trabalhadores lamenta que "o superior interesse público de promoção da melhoria das condições do trabalho que constitui a missão da ACT" esteja "prestes a ficar ao abandono".

domingo, 29 de março de 2015

Governo quer incentivar trabalho parcial sem perda de rendimentos

O Governo vai aprovar em breve uma medida que permite aos pais que terminarem a licença de parentalidade trabalhar a tempo parcial sem perderem a totalidade do seu rendimento.


"A nossa preocupação é garantir que os jovens pais e, acima de tudo, as jovens mães possam, durante mais algum tempo, quando acaba o seu período de licença de maternidade [e paternidade] poderem acompanhar os seus filhos sem perderem a totalidade do seu rendimento e isso implica uma partilha, isto é, passarem a trabalhar a tempo parcial podendo encontrar um financiamento através de fundos nacionais e comunitários de forma a que as pessoas não percam a totalidade do seu rendimento", afirmou o ministro da Solidariedade, Emprego e Segurança Social.

Falando aos jornalistas à margem de um almoço-debate subordinado ao tema "Novo Ciclo: Crescimento Económico e seus Reflexos no Tecido Social", que decorreu em Lisboa, o ministro escusou-se a avançar mais detalhes sobre esta medida, mas disse estar "muito empenhado para que, a muito breve trecho, possam abrir candidaturas [a esta medida]".
Em simultâneo, o executivo pretende criar uma segunda medida, mas destinada às empresas, que estimule a contratação de desempregados que possam substituir os trabalhadores que optarem por prolongar a licença de maternidade e prefiram trabalhar a tempo parcial.
"Ao mesmo tempo, queremos ter uma segunda medida que ajude também as próprias empresas a poderem contratar também nesse tempo parcial alguma pessoa, um desempregado, para que a própria empresa não se ressinta do ponto de vista da sua produtividade, da sua competitividade", explicou Mota Soares.
E sintetizou: "Temos duas medidas, uma de apoio à empresa criando essa oportunidade de trabalho que é libertada por um trabalhador ou por uma trabalhadora e, ao mesmo tempo, conseguir ter um apoio à própria trabalhadora para não perder a totalidade do seu rendimento".

Quanto ao montante que será disponibilizado pela tutela no âmbito destas medidas, Mota Soares remeteu para breve, sublinhando que o financiamento será "nacional e comunitário", e está inscrito no Programa Operacional Emprego e Inserção.

Data: 25/03/2015


Comentário: A presente notícia dá-nos a conhecer medidas que, na minha opinião, tudo têm a ver com o aumento da motivação dos funcionários da empresa. Motivação esta que é ganha pelos pais pois, para além de conseguirem estar mais tempo com os seus filhos, têm a oportunidade de não perder o seu rendimento na totalidade.
Mota Soares, com estas medidas, transmite-nos a ideia de que sabe que o ingrediente secreto das organizações são as pessoas. E as pessoas são como as flores: precisam de ser regadas e cuidadas para não murcharem. Ao implementarem-se estas medidas, os funcionários ganham mais ânimo para o trabalho e a eficácia organizacional aumenta.
Com isto, Mota Soares transmite também a ideia de que acredita nas pessoas, pois quer contratar uma outra pessoa desempregada no tempo parcial que o outro trabalhador não está presente e confia nesta iniciativa.
Com a ajuda e cooperação entre todos, isto visa uma melhor gestão de pessoas e uma boa organização da empresa.

segunda-feira, 9 de março de 2015

Empresários portugueses no mundo

Casos de sucesso na "Inovação, Tradição e Liderança", foi o que se pretendeu demonstrar no segundo painel da conferência DN, a decorrer hoje no Hotel Tivoli, em Lisboa. Empresários dos mais diversos sectores contaram como se tornaram conhecidos além fronteiras, como reinventaram produtos renascidos de negócios de famílias e como trilham o caminho da internacionalização.

No sector têxtil, o empresário que dá a cara pela "Salsa", Renato Homem, garantiu que o sucesso da marca - presente em mais de 35 países - se deve à diferença de qualquer produto da concorrência.
Sandra Correia contou como a empresa "Pelcor" nasceu de um chapéu de chuva, a primeira peça que concebeu a partir dos restos de cortiça da fábrica do pai, que produz rolhas para garrafas de champagne. Hoje prepara-se para conquistar o mundo e quer ser a principal empresa exportadora de acessórios de Moda Made in Portugal. A ambição valeu-lhe uma salva de palmas.
Na área do turismo, Mário Ferreira, da DouroAzul, anunciou a aquisição der mais dois navios com o objectivo de aumentar as exportações e dar resposta à procura. Com um modelo de turismo assente na paisagem, na cultura, na gastronomia e na tradição, o empresário mostrou que a aposta neste nicho foi acertada. A demonstrar isso mesmo, salientou o facto de a revista National Geographic ter destacado um dos pacotes turísticos que oferece pelo facto de ser o único a ligar cinco locais distinguidos pela UNESCO como Património da Humanidade: Porto, Guimarães, Alto Douro Vinhateiro, Parque Arqueológico do Vale do Coa e Salamanca. 76% dos clientes são estrangeiros.
Inovação e Tecnologia têm como exemplos de sucesso em Portugal a Critical Software e a Ydreams. De Coimbra, a Critical Software é especializada em desenvolver sistemas informáticos "que não falham". Já exporta 80% do que produz. Mas o seu novo CEO, Marco Costa, tem uma preocupação: "Exportar, exportar, exportar, explorando o eixo da portugalidade".
Na apresentação de casos de sucesso da economia nacional, António Câmara revelou o exemplo da sua Ydreams, uma empresa que está sempre na vanguarda tecnológica... e sonha "criar algo que faça esquecer o iPhone ou o iPad". O CEO da Ydreams contou a história de uma empresa cada vez mais global, que já fez mais de 600 projetos em 25 países e dá cartas nas áreas de realidade aumentada (jogos e vídeos), robótica e ecrãs (que poderão modificar todo o conceito actual de impressão).
E falar no que Portugal tem de bom é falar de vinho. Leonor Freitas referiu na Conferência DN que a Casa Ermelinda Freitas está a empregar operários das fábricas de Setúbal e arredores, que estão em dificuldades. "As pessoas estão a voltar ao mundo rural e estamos a colaborar para a diminuição do desemprego". A mulher que revolucionou o vinho na Península de Setúbal, onde antes era apenas vendido a granel sem preocupação pela marca, revela um segredo: "Para ter sucesso é necessário basearmos toda a nossa estratégia na adaptação às mudanças do mercado".


quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

RTP afasta cenário de despedimento coletivo na empresa

O novo presidente do Conselho de Administração da RTP, Gonçalo Reis, garantiu, esta quarta-feira, no Parlamento que não tem intenção de avançar com um despedimento coletivo na empresa.





Questionado pelos deputados sobre um cenário de despedimento coletivo, Gonçalo Reis foi perentório:"Sou muito franco, já tive em processos de redução de pessoas, nunca vi na RTP processos de despedimento coletivo, não sei como se fazem, nem tenho vontade nenhuma de aprender".

E acrescentou: "Não é nossa intenção proceder" a um despedimento coletivo da empresa.
A nova administração da RTP, composta por Gonçalo Reis (presidente), Nuno Artur Silva (vogal) e Cristina Vaz Tomé (vogal com pelouro financeiro), está a ser ouvida na comissão parlamentar para a Ética, a Cidadania e a Comunicação, depois da audição do presidente do Conselho Geral Independente, António Feijó.
Gonçalo Reis afirmou, contudo, que a equipa que lidera vai "ter de encontrar maneiras de dotar a RTP dos recursos adequados", referindo que "há algumas [áreas] que podem estar sobredimensionadas e outras subdimensionadas"
"Às vezes é preciso deixar sair alguma quantidade para que entre e se reforce a qualidade" de pessoas, acrescentou, apontando que a RTP "está fragilizada em algumas áreas".
Sobre as áreas que considera mais fragilizadas, Gonçalo Reis referiu "conteúdos e produção", nas quais "houve gente com muita qualidade que saiu" e "isso tem de ser tratado".

Também nas áreas das novas plataformas poderá ser necessário "alimentar com sangue novo", mas isso é algo que a nova administração ainda vai analisar, já que está em processo de "passagem de pasta" com o CA cessante.
"Não vamos usar o fantasma dos despedimentos coletivos, queremos retirar o espetro do despedimento coletivo a bem da organização, por aí não vamos", reiterou Gonçalo Reis.
"Somos gestores da empresa, temos de estar atentos ao tema da qualidade. Podem sair 10 pessoas, por hipótese, e causar pouco impacto e depois saem duas pessoas e causam muito impacto", exemplificou.
O novo presidente disse ainda que este é um tema que tem de ser gerido com cuidado e lembrou que, se houver a oportunidade de reduzir alguns custos, a administração irá estudá-los.
"Queremos abandonar a tendência de reduzir na grelha e nos conteúdos", porque isso afeta o "caráter e identidade" da empresa.

Gonçalo Reis disse que, em termos de custos de pessoal, o que faz sentido é "ter uma tónica de redução de serviços de menor valor acrescentado" e com menor impacto "nos serviços de qualificação".
Em relação aos serviços subcontratados ('outsourcing'), Gonçalo Reis disse não ter "muita simpatia" com esta solução em "funções estratégicas da empresa".
O 'outsourcing' "custa-me menos para serviços administrativos, de baixo valor acrescentado", se isso permitir ganhar economias, acrescentou.

Data: 04/02/2015

Fonte: http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Media/interior.aspx?content_id=4381227

Comentário: O assunto principal desta notícia são as pessoas e o impacto que estas têm dentro de uma empresa.
Gonçalo Reis, nesta mesma notícia, frisou a importância das pessoas numa organização. Deu para entender que este as trata como elementos básicos para daí resultar a eficácia organizacional. Gonçalo apela também a uma "revisão" à gerência da empresa pois, tal como este afirmou, "existem algumas [áreas] que podem estar sobredimensionadas e outras subdimensionadas".
A meu ver, o primeiro passo para que as pessoas se integrem e interajam umas com as outras, é estas serem tratadas de igual forma, de maneira a que se sintam seguras. Se isto acontecer, os trabalhadores ficam mais motivados, trabalham melhor, organizam mais eficientemente o seu tempo e isto poderá fazer com que os despedimentos não sejam necessários, pois todos cooperam favoravelmente para a organização.