segunda-feira, 27 de abril de 2015

Governo diz que há mais e melhor emprego em Portugal

O secretário de Estado do Emprego, Octávio de Oliveira, afirmou, esta quinta-feira, em Coimbra que há "mais emprego, menos desemprego e melhor emprego" em Portugal do que em 2011.


"Hoje, temos uma situação de mais emprego, melhor emprego e menos desemprego", sublinhou o secretário de Estado, considerando que tal se deve não apenas a reformas e programas de estímulo promovidos pelo Governo, mas aos empresários portugueses.
Apesar desta constatação, Portugal registou a maior queda da taxa de emprego entre os Estados-membros da União Europeia no quarto trimestre de 2014, ao recuar 1,4% face ao trimestre anterior, e a taxa de desemprego em fevereiro deste ano foi de 14,1%, havendo um aumento de 11,7 mil desempregados face a janeiro.
Para Octávio de Oliveira, o "grande mérito" de o país ter saído "da situação em que se encontrava na primavera de 2011" é "dos empresários", que mostraram saber "ousar e empreender".
Contudo, é necessário "intensificar o processo de crescimento e criação de postos de trabalho", destacando que os empregos criados são "mais estáveis" e com relações laborais "mais duradouras", disse.
O secretário de Estado falava durante a assinatura do acordo de cooperação "Vida Ativa", na sede do Conselho Empresarial do Centro (CEC), com vista à implementação de cursos de formação.

Questionado sobre a notícia do aumento de 50% do número de qualificados a ganhar menos de 600 euros, Octávio de Oliveira desvalorizou esse dado, considerando que é uma questão "de procura e de oferta".
O protocolo assinado no CEC contou também com a presença do presidente do Instituto do Emprego e Formação Profissional, Jorge Gaspar Coimbra.

"A empregabilidade de curto prazo é aquela que nos deve preocupar a todos", sublinhou Jorge Gaspar.
Segundo o presidente do IEFP, "é importante, do ponto de vista estratégico", haver cenários de longo e médio prazo, "mas não são menos importantes as concretizações de curto prazo".
Jorge Gaspar salientou ainda a importância do objetivo de 30% de empregabilidade no final das ações de formação profissional.

Sobre o protocolo de cooperação assinado, o presidente do IEFP destacou a necessidade de se ajustarem as expectativas das empresas e dos desempregados, sendo fundamental uma "lógica de empregabilidade" e de identificação de destinatários na formação profissional.
O programa "Vida Ativa" prevê formar 1100 desempregados, com especial foco para desempregados de longa duração, em 44 ações de formação, com a duração de cinco meses, dois dos quais de formação em contexto de trabalho.
O CEC vai gerir os dois milhões de euros destinados às ações de formação profissional, que vão estar direcionadas para as necessidades das empresas da região.
O presidente do CEC, José Couto, afirmou na cerimónia que "ter 30% de empregabilidade não é fácil", parabenizando o Governo por "acreditar nas associações empresariais".
O dirigente referiu ainda que é necessário a região Centro ser mais competitiva e aumentar os níveis de produtividade.

Para isso, deve-se "baixar os custos de trabalho, não baixando nos salários, mas nos custos incorporados nos produtos", defendeu.


Data: 23/04/2015




Comentário: Apresento aqui uma notícia que nos fala sobre Portugal dar oportunidade de emprego a desempregados de longa duração. Em todas as organizações existem conflitos laborais, ou seja, existem problemas entre empresas e trabalhadores. No entanto, com este protocolo assinado no CEC, estes problemas vão diminuir pois as pessoas começam a ficar ocupadas, acumulam menos stress e isso reflete-se no trabalho executado pelas mesmas. A meu ver, este protocolo transmite a ideia de que olha para estes trabalhadores como símbolo de segurança, isto é, onde estes trabalhadores podem ajudar a organização naquilo que conseguirem.
Um bom gestor tem de ter duas visões perante a sua empresa/organização: uma visão de curto prazo e uma visão de longo prazo. A primeira é necessária pois temos de estar sempre atentos ao mercado e a possíveis mudanças repentinas; e a segunda é igualmente importante pois temos de nos precaver, temos de estar preparados e estar com o nosso pensamento já no futuro, porque não queremos que a nossa empresa deixe de ter sucesso, mas sim que o mantenha ou que este aumente.
Na notícia fala-nos de "empresários que mostraram saber ousar e empreender". É disto que Portugal precisa. É nestas pessoas que Portugal deve apostar, não só numa pessoa, mas sim em várias; porque gerir pessoas não é encontrar o melhor trabalhador, mas sim encontrar a melhor equipa!

Jovens 'fogem' do Estado

20.02.2015 | Por Cátia Mateus


    Nos últimos três anos, o número de funcionários ao serviço do Estado português sofreu uma redução de cerca de 10%. Mas esta não é a única 'revolução' que o sector público está a sofrer. O empregador Estado está também a braços com o afastamento crescente dos jovens. Poucos são os que hoje encaram uma carreira na Função Pública como aliciante.

O Estado, enquanto empregador, já não atrai os jovens portugueses. A conclusão resulta de um estudo comparativo focado no posicionamento dos jovens perante o seu futuro profissional, realizado em Portugal, Espanha, Itália e Grécia, enquadrado no âmbito da competição de gestão Young Business Talents, promovida em Portugal pela Nivea. O relatório Young Business Talents, a que o Expresso Emprego teve acesso, revela que os estudantes pré-universitários portugueses consideram que trabalhar no sector público é menos apelativo do que uma carreira no sector privado. Na verdade, só 11% dos jovens portugueses vê o sector público como uma saída profissional interessante. Um afastamento que poderá colocar ao Estado, a médio prazo, um problema de gap de competências.

Jovens 'fogem' do EstadoDos quatro países analisados no estudo, Portugal é aquele onde o afastamento dos jovens de uma carreira no sector público é maior. Em Portugal 44% dos jovens encaram como opção de carreira ideal a criação do seu próprio negócio ou um percurso profissional consolidado no sector privado. O cenário contrasta com o país vizinho, onde 30% dos jovens consideram “altamente atrativo” trabalhar para o Estado. Várias são as razões que podem justificar este 'desencanto' dos jovens portugueses por carreiras no Estado, a que certamente não serão indiferentes as políticas de redução de emprego público conduzidas pelo Governo.

Octávio de Oliveira, secretário de Estado do Emprego, prefere encarar a questão pelo seu lado positivo. “A pequena atratividade do empregador Estado aos olhos dos jovens será um indicador muito interessante de que os jovens estão a perceber bem as dinâmicas da sociedade e do futuro” e, acrescenta, “a importância do emprego gerado pelas empresas, e do papel que variáveis como a inovação, o empreendedorismos e o conhecimento podem ter na geração do emprego”.

   O impacto da 'fuga de talento'
Octávio de Oliveira diz-se convicto de que os jovens portugueses não são indiferentes às mudanças estruturais ocorridas no país nos últimos anos e não tem dúvidas de que “terão já percebido que o problema do desemprego não se resolve com mais emprego público”. Porém, João Bilhim, presidente da Comissão de Recrutamento e Seleção para a Administração Pública (Cresap), aponta três razões para o afastamento dos jovens das carreiras no Estado: “há um clima instalado há cerca de 15 anos propício a denegrir o sector público, como despesista e parasita; o mercado de trabalho no sector público está fechado e, persistentemente, faz-se eco de excedentes de trabalhadores e da necessidade de despedir ou requalificar”.

Destacando o aspeto positivo da nova geração de profissionais ter um posicionamento mais empreendedor, o presidente do Cresap confessa-se preocupado com o atual cenário ainda que “sem exageros”. Confessa que o preocupava mais o anterior cenário, “em que todos queriam ser funcionários do Estado”, mas reconhece alguma preocupação com a necessidade que o sector público tem de renovação de quadros. “Atualmente, por regra, entram apenas 80 novos quadros, oriundos do Curso de Estudos Avançados em Gestão Pública. Ora, o sector público com as taxas de aposentação e reforma atuais, corre o risco de perder a sua memória (o seu passado). Quando isso acontece é muito mais para a cultura organizacional e a sua eficácia”, realça.

Defensor de um modelo de sector público capaz de atrair e reter os melhores e mais bem remunerados, João Bilhim defende que “o sector público precisa de ter poucos, altamente qualificados e bem pagos”. Essa será para o presidente do Cresap a forma de o melhorar e de o tornar aliciante aos melhores profissionais, tanto mais que, como refere, “no passado, o sector público teve muitos e mal pagos, atualmente já não tem muitos, mas encontram-se assimetricamente distribuídos (não correspondem às necessidades nem em quantidade, nem em qualidade) e são muito mal pagos, não desfrutando do prestígio (diferente de poder/autoridade) que mereciam e que é a base para a sedução de novos candidatos ao sector”.

http://expressoemprego.pt/noticias/jovens--fogem--do-estado/3684

Luso-americana vice-presidente de multinacional é exemplo de determinação


Lúcia Soares é a partir de agora, vice-presidente de Tecnologias de informação da multinacional Johnson & Johnson. Filha de emigrantes portugueses naturais das ilhas de São Jorge e de São Miguel, nos Açores, a luso-americana é um exemplo de determinação: trabalhou em vários locais para pagar a universidade. Foi um desses trabalhos, a ajudar a mãe a limpar casas, que lhe abriu as portas para uma oportunidade que iria mudar a sua vida.


A ascensão de Lúcia Soares no mundo dos negócios começou quando estudava na universidade e trabalhava em vários locais para pagar os estudos.

“Um dos trabalhos que fiz foi ajudar a minha mãe a limpar casas. Um dia estava a falar com o Sr. Casey, cuja casa estava a limpar, e ele interessou-se pelo que eu estudava e o que queria fazer. Ele trabalhava na ‘Fujitsu America’, que estava a lançar uma divisão interativa. Naquela altura, quase nenhuma empresa tinha um site e fui contratada para aprender a programar HTML”, contou à agência Lusa.

Naquele dia, a luso-americana estava longe de maginar que limpar casas com a mãe em San José, na Califórnia, para pagar as despesas da faculdade, mudaria a sua vida e a levaria até ao topo do mundo empresarial norte-americano.

Filha de imigrantes da ilha de São Jorge e de São Miguel, que foram para os Estados Unidos em 1969, Lúcia foi este mês, aos 41 anos, nomeada vice-presidente de Tecnologias de Informação da multinacional Johnson & Johnson.

Depois daquele primeiro convite, foi aprendendo mais sobre tecnologia e decidiu construir a sua carreira nessa área. “Foi como aprender mais uma língua. Apaixonei-me por ela no meio da excitação do ‘Sillicon Valley’ e do seu espírito inovador”, garantiu à Lusa.

Lúcia Soares começou por licenciar- se em línguas estrangeiras, na Universidade de San Jose, completou um mestrado em literatura na Universidade de Santa Cruz, e quando se voltou para a área dos negócios completou um MBA na Universidade de San Jose e procurou formação adicional em Harvard.

“Nunca procurei títulos. Procurei desafios, áreas em que podia expandir a minha aprendizagem e adquirir mais responsabilidade. Sempre gostei de dar forma a negócios e, com a minha experiência em tecnologia, esta posição é ideal para as minhas aspirações”, explicou.
  
Capacidade de estratégia e de execução

Quando Lúcia decidiu juntar- -se à ‘Johnson & Johnson’, em 2002, fê-lo porque a companhia lhe “dava a oportunidade de juntar tecnologia com cuidados de saúde de formas que não eram possíveis antes da era da internet”.

“Gosto de criar possibilidades onde outros acreditam que elas não existem. Gosto da ideia de dar a uma mãe e a um pai mais tempo com as suas crianças e entusiasma-me a possibilidade de mais pessoas terem acesso a cuidados de qualidade. Acredito que áreas como análise estatística avançada, tecnologia social e ferramentas móveis podem trazer oportunidades que não tínhamos antes”, explica.

A multinacional é mais conhecida em Portugal pela sua linha de cuidados para bebé, incluindo o champô, mas a multinacional, que faturou 74.3 mil milhões
de dólares no ano passado (cerca de 70 mil milhões de euros) e está presente em 175 países, tem uma vasta área de negócios ligados à tecnologia e saúde, que inclui medicamentos e material médico. A liderança da empresa diz que a gestora foi escolhida por ter “um misto de capacidades tecnológicas, de estratégia e de execução.”

Lúcia cresceu no norte da Califórnia, onde existe uma grande comunidade de imigrantes açorianos, e visita Portugal, onde passou a sua lua-de-mel, sempre que pode. “Os meus pais sempre falaram português em casa, com os cinco filhos. Crescemos a perceber a nossa língua nativa e a ter um gosto profundo por Portugal, a sua história e as nossas raízes”, explicou à Lusa.

Em casa, só português

Em casa, a gestora só fala português com as duas filhas. “Quando entrei na creche, não sabia falar inglês, apesar de ter nascido no país e sempre ter vivido nele. Mas as crianças aprendem línguas extremamente rápido e algumas semanas depois de começar a escola já sabia inglês suficiente para lidar com os meus colegas”, garante.

A luso-americana acredita que ter nascido numa família de imigrantes foi determinante no seu percurso. “Como os meus pais sabiam em primeira mão o que a pobreza e falta de educação podiam causar, ensinaram-nos o valor do trabalho árduo e encorajaram-nos a estudar e seguir as nossas vocações. Sou muito grata pelos seus sacrifícios”, diz.

Data: 24/04/2015

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Em Setembro nasce uma nova fábrica em Portugal:


A empresa portuguesa de 'snacks' de fruta Frueat está a investir 1,35 milhões de euros na construção de uma nova fábrica, em Viseu, a inaugurar em Setembro e que mais do quintuplicará a sua capacidade de produção.
Em entrevista à agência Lusa, o director-geral, Filipe Simões, explicou que "o sucesso da marca" desenvolvida pela empresa -- a Fruut, que consiste em 'snacks' 100% feitos de fruta (maçãs e peras) natural desidratada -- "ultrapassou largamente o previsto", levando-a até ao "limite da capacidade de produção".
"Tivemos que refrear um bocado os nossos ímpetos e planos de desenvolvimento de novos sabores e novas linhas. Mas estamos a construir uma fábrica a um quilómetro da nossa actual, em Cabril, Viseu, com inauguração prevista para Setembro e que nos vai permitir passar a produção das actuais 1,5 para oito milhões de embalagens/ano", disse.
Embora admita que "há conceitos semelhantes" aos produtos da Fruut, Filipe Simões garante que "é só mesmo em termos de conceito, porque na prática os processos de desidratação [da fruta] utilizados são completamente diferentes".
"Os produtos concorrentes que existem lá fora normalmente têm uma textura mole e pastosa, que competem mais com os frutos cristalizados. E mesmo a estratégia de comunicação das empresas não passa tanto pela construção de marca, não se preocupam muito com a imagem e com a comunicação, nem investem nisso", disse.
O selo português do produto é também, para o empresário do Porto, "claramente uma mais-valia", nomeadamente no mercado europeu: "Existe por parte dos consumidores uma aversão ao que é chinês, dada a tão grande invasão de produtos feitos no Extremo Oriente, por isso o facto de dizermos que o produto é português é um sinónimo de garantia", sustentou.
Paralelamente, disse, "todo o crescimento da agro-indústria em Portugal, com várias empresas de grande sucesso na área dos vinhos, da fruta, azeites e conservas a aparecerem e a realçarem a qualidade do produto português", tem também beneficiado a imagem da Fruut.
Apesar de neste momento estar concentrada em internacionalizar -- nomeadamente para Espanha e para o Norte da Europa - os seis sabores de fruta (seis de maçã e um de pêra) já no mercado, a Frueat garante que "não se quer ficar por isto" e pretende aproveitar o aumento da capacidade produtiva com a entrada em funcionamento da nova fábrica para lançar novos frutos desidratados e também novas linhas de produtos.
Então, antecipou, será lançado o novo sabor banana da Madeira e, "logo a seguir", o ananás dos Açores, mantendo-se a aposta da empresa na utilização de frutas nacionais.
"É tudo fruta 100% portuguesa e fazemos constar isso das embalagens. Não será de admirar se, em 2016, lançarmos o sabor laranja do Algarve", revelou.
Além da aposta na produção nacional, a Frueat diz manter como outro dos pilares da marca a contribuição para a "diminuição do desperdício alimentar": "Aproveitamos maçãs e peras de calibre reduzido, que não são aceites pela grande distribuição, e vamos aproveitar bananas que caem dos cachos. Acrescentamos valor a fruta que, de outra forma, era destruída ou vendida para refugos", explica.
A este propósito, Filipe Simões diz já terem sido aproveitadas, desde o início da operação da Frueat, cerca de oito milhões de maçãs, 85% das quais da região de Viseu.
Fonte:
12/04/2015

Têxtil que nasceu para "encher pneus" consegue lucro de 7,4 milhões de euros:


"Uma fábrica especializada em têxteis técnicos para pneus, que nasceu em 1950 em Famalicão para "alimentar" a alemã Continental Mabor, teve em 2014 o seu melhor resultado de sempre, com lucros de 7,4 milhões de euros, foi hoje revelado.
A fábrica foi hoje visitada pelo presidente da câmara de Famalicão, Paulo Cunha, no âmbito do roteiro traçado para divulgar e promover os exemplos de empreendedorismo e de resiliência no concelho.
Segundo Eduardo Diniz, administrador da Continental - Indústria Têxtil do Ave, a fábrica alcançou em 2014 um volume de vendas de 76,1 milhões de euros, número que este ano espera possa atingir os 85 milhões.
Para o efeito, tem em curso um investimento superior a 4,5 milhões de euros, essencialmente na modernização do parque de máquinas, que permitirá aumentar a produção em cerca de 15 por cento.
A empresa nasceu em 1950 em Lousado, Famalicão, para produzir os tecidos em tela para a produção de pneus da Continental Mabor, que funciona ao lado, desde a mesma data.
Entretanto, começou também a produzir cabos para os pneus e tecidos para o interior de automóveis, como assentos, painéis, tabliers e portas.
Hoje, a Continental -- ITA posiciona-se já como um centro de pesquisa e desenvolvimento de têxteis do futuro para o grupo alemão Continental. 
No centro de prototipagem da empresa trabalham em permanência em investigação alunos de mestrado das universidades do Porto e do Minho. 
"Os pneus de hoje e os do futuro passam por Famalicão. Somos a excelência têxtil da Continental e estamos preparados para desenvolver a qualquer momento os tecidos de que o grupo venha a precisar", sublinhou Eduardo Diniz.
A fábrica foi hoje visitada pelo presidente da câmara de Famalicão, Paulo Cunha, no âmbito do roteiro traçado para divulgar e promover os exemplos de empreendedorismo e de resiliência no concelho.
Para o autarca, aquela empresa é um exemplo de como é possível chegar mais longe, apesar da crise. "Em 2008, apesar da crise, cresceu. E hoje produz, exporta e emprega cada vez mais", sublinhou Paulo Cunha.
A fábrica emprega cerca de 200 trabalhadores."
Fonte:
13/04/2015

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Inteligência Competitiva em debate na NOVA

A vantagem que a Inteligência Competitiva traz às empresas é o mote de um encontro, esta quinta-feira às 18.30 horas, na NOVA Information Management School, em Lisboa.

Num mundo empresarial volátil, incerto, complexo e ambíguo (VUCA), a organização Strategic and Competitive Intelligence Professionals - SCIP pretende mostrar um novo caminho para chegar ao topo da gestão: a Inteligência Competitiva.

"O mundo evoluiu e com ele a forma de chegar ao topo de uma empresa, não basta ser um bom profissional nas áreas tradicionais, é preciso acompanhar o ritmo e gerir a incerteza do ambiente competitivo. O mundo VUCA é o problema, e a 'Competitive Intelligence' a solução", defende Luís Madureira, presidente da SCIP Portugal Chapter e orador, esta quinta-feira, no encontro sobre Inteligência Competitiva, na NOVA Information Management School, em Lisboa.

A capacidade única que distingue estes profissionais é "saber ler o futuro dos mercados" e estar "um passo à frente do acontecimento" para "concorrer num mercado cada vez em mais rápida e constante mutação", defende.

Luís Madureira, que é também é o 'Global Competitive Intelligence Practice Lead' da agência de consultoria OgilvyRED, ajuda grandes empresas mundiais a entender este novo mundo, segundo o comunicado sobre o evento, agendado para as 18.30 horas.

O SCIP conta ainda na sua direção com José Manuel Diogo (vice presidente), escritor e especialista em 'Media Intelligence', João Barreto, perito em Cibersegurança e Sistemas de Informação, Manuel Horta e Melo, jurista especialista em 'Legal Intelligence' e Carlos Rodrigues, Tenente Coronel da Força Aérea na reserva e especialista em 'Country Analisys' e 'Scenario Planning'.

Data: 16/04/2015

Fonte: http://www.jn.pt/PaginaInicial/Economia/interior.aspx?content_id=4513908

Comentário: A informação contida nesta notícia remete-nos para a importância da competição dentro de uma empresa/organização. Todos nós podemos tirar uma Licenciatura e até um Mestrado e sermos bons naquilo que fazemos, mas se não sairmos da nossa zona de conforto e não arriscarmos, não saberemos realmente o que é o mercado de trabalho.
Nós, pessoas, devemos ser responsáveis, assíduas e competentes no nosso trabalho, mas o conceito "competição" deverá estar contido também no nosso vocabulário. Com isto quero dizer que a competição não está sempre relacionada, necessariamente, a ser-se melhor do que o outro, mas sim a querer saber mais, querer conhecer mais, querer descobrir como se pode melhorar os pontos fracos e como aproveitar os pontos fortes. É preciso também estar a par das últimas notícias e novidades, saber como se encontra o mercado e como se pode apostar nele, a fim de melhorar o sucesso da empresa.
No fundo, isto vem-nos a mostrar, mais uma vez, que o elemento fundamental de uma organização são as pessoas e que, por vezes, é preciso "puxar" por elas para que descubram o que de melhor têm e o que de melhor podem oferecer para alcançar o seu próprio sucesso.

DO TURISMO À ''ECONOMIA VERDE''. HAVERÁ MILHÕES DE OPORTUNIDADES DE EMPREGO NA PRÓXIMA DÉCADA

2014-12-02, Fonte: Observador



    Turismo, tecnologias de informação e comunicação, “economia verde” são algumas das áreas onde mais oportunidades de trabalho e novas profissões poderão surgir na próxima década. Apesar disso, o crescimento estimado do emprego em Portugal será “modesto”, aponta Ana Cláudia Valente no estudo “Novos mercados de trabalho e profissões” que será formalmente apresentado terça-feira, dia 2 de dezembro, no encontro “Empregabilidade e Ensino Superior”. Este encontro está enquadrado na Missão 1º Emprego e no âmbito do Consórcio Maior Empregabilidade de Ensino Superior, que reuniu 13 instituições de Ensino Superior.
    No caso do turismo, as estimativas no horizonte 2025 apontam para a criação de 57 mil novos postos de trabalho, um acréscimo de 19,6%, que corresponde a quase 10 vezes o crescimento previsto para o emprego em Portugal em termos globais nesta década que se segue. Há nomeadamente um forte potencial de crescimento ligado ao turismo sustentável, ao turismo social, ao turismo acessível e ao turismo sénior, “que abrem novas possibilidades para a geração de emprego qualificado, novas profissões e experiências de empreendedorismo”, destaca Ana Cláudia Valente, investigadora do Centro de Estudos dos Povos e Culturas de Expressão Portuguesa, da Universidade Católica Portuguesa.

     Também ao nível da “economia verde” se prevê que surjam várias oportunidades, que vão além das eco-indústrias.

    “A convergência das tecnologias energéticas e das tecnologias de informação e comunicação é hoje um campo com inúmeras possibilidades de exploração”, refere a investigadora no estudo.
   Várias possibilidades de exploração, novas perspetivas de negócio e novas profissões poderão também surgir nas áreas das tecnologias de informação e comunicação, graças ao rápido avanço das tecnologias. O mesmo acontecerá em relação à indústria e aos serviços às empresas. E Ana Valente salienta a importância de se ter qualificações superiores.
  De acordo com o CEDEFOP (European Center for the Development of Vocational Training) surgirão até 2025 2,4 milhões de oportunidade de emprego, e mais de metade dessas (1,4 milhões) exigirão médias e altas qualificações, sendo que uma em cada quatro exigirá mesmo qualificações de nível superior. Contudo, as projeções apontam para a criação de apenas 100 mil novos empregos, um número que não chega nem a um quarto do total de empregos perdidos em Portugal entre 2008 e 2013, frisa a investigadora.
     Empregadores procuram outras competências para além da preparação técnica
Ana Valente salienta ainda, no estudo que é apresentado formalmente esta terça-feira, que os empregadores procuram cada vez mais nos jovens com canudo um “mix de competências” que vão muito além das competências técnicas e científicas.
“Para mais de 60% dos empregadores na Europa a capacidade para trabalhar em equipa, o conhecimento específico do setor bem como a capacidade de comunicação, a literacia digital e a adaptação a novas situações fazem parte desse mix”, lê-se no estudo. Há ainda características muito valorizadas como a proficiência em inglês, a forte orientação para o cliente, as competências comerciais e de empreendedorismo e a capacidade para trabalhar em equipas multidisciplinares. Mas nem sempre os jovens recém-licenciados reúnem essas características.
     “Um em cada cinco empregadores em Portugal identificou a falta de candidatos com as competências adequadas como a principal razão para a dificuldade de preencher as vagas disponíveis”, refere o estudo.
     A investigadora acrescenta porém que essa não é a única explicação para o facto de ficarem vagas por preencher no mercado de trabalho. A incapacidade para oferecer salários competitivos, no início da carreira, é um grande obstáculo à atração dos diplomados, um entrave assumido por 55% dos empregadores.
     Neste estudo, Ana Valente frisa ainda a importância das instituições de ensino superior adaptarem os seus currículos e ajustarem os fluxos da oferta, bem como atrair os jovens para formações com elevada procura e potencial falta de mão-de-obra.

http://www.portal-direito-do-trabalho.pt/do-turismo-economia-verde-havera-milh-es-de-oportunidades-de-emprego-na-proxima-decada-uniqueidjXNs7lB4Pu0RsYdWdUuUTlSV5Gj9sX6S/

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Inspetores do Trabalho acusam direção de "má gestão de recursos humanos"

A Comissão de Trabalhadores da Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) acusou hoje a atual direção de "má gestão dos recursos humanos" e de tomar decisões unilaterais que põem em risco e fragilizam a fiscalização do trabalho.

"A Autoridade para as Condições do Trabalho está a um passo de se tornar completamente inoperante e a dificuldade em responder às solicitações no terreno é já uma realidade", revela a comissão de trabalhadores em comunicado hoje divulgado.
Os inspetores acusam a atual direção de "má gestão de recursos humanos" após uma "decisão unilateral e inexplicável" em que lhes foi imposto que "passem a tramitar os processos de contraordenação laboral", ou seja, a realizarem aquela que é uma fase "posterior ao levantamento do auto de notícia, no decurso da qual a empresa autuada exerce o seu direito de defesa".
"Os inspetores que, perante o elevado volume de trabalho aliado à falta de meios, desenvolvem o seu trabalho com enormes dificuldades, encontram-se verdadeiramente escravizados com este acréscimo funcional", assinala a CT.
Inspetores do Trabalho acusam direção de má gestão de recursos humanos
Os trabalhadores lembram que até à decisão aquela fase processual "era, exclusivamente, assegurada por técnicos superiores com formação adequada a tais funções e que, neste momento, se veem esvaziados de funções".
Perante a nova função, os inspetores do trabalho alertam que "os reflexos não tardarão a sentir-se" e que "as inspeções diminuirão significativamente e o tempo de resposta aos pedidos dos utentes aumentará exponencialmente".
"Há que realçar que a maioria desses utentes, são trabalhadores, económica e juridicamente desprotegidos, com parcos recursos e, quantas vezes, psicologicamente debilitados, e que neste contexto poderão deixar de poder contar com o apoio deste Serviço Público", acrescentam.
Realçam ainda que os próprios empregadores "vão ver o seu direito de defesa prejudicado" uma vez que "agora, o autuante é, também, o julgador/decisor, o que compromete, irremediavelmente, a isenção na tomada das decisões".
Garantindo que "os Inspetores do Trabalho querem continuar a ajudar em tempo útil, e de forma eficaz, todos aqueles que os procuram", a Comissão de Trabalhadores lamenta que "o superior interesse público de promoção da melhoria das condições do trabalho que constitui a missão da ACT" esteja "prestes a ficar ao abandono".