A empresa portuguesa de 'snacks' de fruta Frueat está a investir 1,35 milhões de euros na construção de uma nova fábrica, em Viseu, a inaugurar em Setembro e que mais do quintuplicará a sua capacidade de produção.
Em entrevista à agência Lusa, o director-geral, Filipe Simões, explicou que "o sucesso da marca" desenvolvida pela empresa -- a Fruut, que consiste em 'snacks' 100% feitos de fruta (maçãs e peras) natural desidratada -- "ultrapassou largamente o previsto", levando-a até ao "limite da capacidade de produção".
"Tivemos que refrear um bocado os nossos ímpetos e planos de desenvolvimento de novos sabores e novas linhas. Mas estamos a construir uma fábrica a um quilómetro da nossa actual, em Cabril, Viseu, com inauguração prevista para Setembro e que nos vai permitir passar a produção das actuais 1,5 para oito milhões de embalagens/ano", disse.
Embora admita que "há conceitos semelhantes" aos produtos da Fruut, Filipe Simões garante que "é só mesmo em termos de conceito, porque na prática os processos de desidratação [da fruta] utilizados são completamente diferentes".
"Os produtos concorrentes que existem lá fora normalmente têm uma textura mole e pastosa, que competem mais com os frutos cristalizados. E mesmo a estratégia de comunicação das empresas não passa tanto pela construção de marca, não se preocupam muito com a imagem e com a comunicação, nem investem nisso", disse.
O selo português do produto é também, para o empresário do Porto, "claramente uma mais-valia", nomeadamente no mercado europeu: "Existe por parte dos consumidores uma aversão ao que é chinês, dada a tão grande invasão de produtos feitos no Extremo Oriente, por isso o facto de dizermos que o produto é português é um sinónimo de garantia", sustentou.
Paralelamente, disse, "todo o crescimento da agro-indústria em Portugal, com várias empresas de grande sucesso na área dos vinhos, da fruta, azeites e conservas a aparecerem e a realçarem a qualidade do produto português", tem também beneficiado a imagem da Fruut.
Apesar de neste momento estar concentrada em internacionalizar -- nomeadamente para Espanha e para o Norte da Europa - os seis sabores de fruta (seis de maçã e um de pêra) já no mercado, a Frueat garante que "não se quer ficar por isto" e pretende aproveitar o aumento da capacidade produtiva com a entrada em funcionamento da nova fábrica para lançar novos frutos desidratados e também novas linhas de produtos.
Então, antecipou, será lançado o novo sabor banana da Madeira e, "logo a seguir", o ananás dos Açores, mantendo-se a aposta da empresa na utilização de frutas nacionais.
"É tudo fruta 100% portuguesa e fazemos constar isso das embalagens. Não será de admirar se, em 2016, lançarmos o sabor laranja do Algarve", revelou.
Além da aposta na produção nacional, a Frueat diz manter como outro dos pilares da marca a contribuição para a "diminuição do desperdício alimentar": "Aproveitamos maçãs e peras de calibre reduzido, que não são aceites pela grande distribuição, e vamos aproveitar bananas que caem dos cachos. Acrescentamos valor a fruta que, de outra forma, era destruída ou vendida para refugos", explica.
A este propósito, Filipe Simões diz já terem sido aproveitadas, desde o início da operação da Frueat, cerca de oito milhões de maçãs, 85% das quais da região de Viseu.
Fonte:
12/04/2015
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